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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sexo e Temperamento - Margaret Mead

Sexo e Temperamento

Margaret Mead

Em Sexo e Temperamento (1979) a antropóloga Margaret Mead faz um relato fascinante sobre a vida íntima de três povos primitivos da Nova Guiné, resultado de uma longa e minuciosa pesquisa científica, que discute e põe em xeque conceitos tradicionais sobre masculino e feminino. Por exemplo, a questão do gênero e temperamento nos Tchambuli aparece como que invertida face aos valores ocidentais dominantes na América do século XX; os homens dedicavam-se a atividades de ornamentação e de embelezamento corporal, por exemplo, enquanto que as mulheres possuíam um caracter mais prático e virado para o trabalho. Por outro lado, enquanto que nos Arapesh ambos os sexos demonstravam um comportamento pacífico, já nos Mundugomor esta característica era invertida, aparecendo-nos ambos como tendencialmente bélicos. Uma obra clássica da moderna pesquisa antropológica.

Sobre o livro


Assunto: Antropologia

Coleção: Debates 5

Tradução: Rosa Krausz

Formato: 11,5×20,5 cm

Páginas: 320

Acabamento: Brochura

Edição: 4ª 2006 - 2ª reimpressão

Peso: 304 g

ISBN: 85-273-0177-6

Preço: R$ 32.00

Biografia da autora

Antropóloga estadunidense nascida em Philadelphia, Pensilvannia, famosa pela forte personalidade e pelo rigor científico. Graduou-se (1923-1929) na Universidade de Colúmbia, em Nova York, onde estudou com o antropólogo Franz Boas (1858-1942), e trabalhou no Museu Americano de História Natural (1926-1969). Além de uma pesquisa de campo (1925), sobre a adolescência em Samoa, estudou os povos ágrafos da Oceania e complexas sociedades contemporâneas e foi pioneira na utilização da fotografia para documentação de pesquisa etnográfica. Seu interesse concentrou-se em vários aspectos da psicologia e da cultura, inclusive a infância e a adolescência, o condicionamento cultural do comportamento sexual, o caráter nacional e a mudança cultural. Casou-se com Gregory Bateson (1904-1980), filho do famoso genetecista inglês William Bateson (1861-1926), quando empreendiam uma famosa pesquisa junto aos nativos da ilha de Bali (1936-1939), da qual resultaria Balinese Character (1940), um marco na história da antropologia, da antropologia visual em especial. Separaram-se (1951), guardando, todavia, uma recíproca admiração e cumplicidade intelectual até suas mortes, ambas de câncer. Com Gregory escreveu 23 livros, entre eles Coming of Age in Samoa (1928), Growing Up in New Guinea (1930), Sex and Temperament in Three Primitive Societies (1935), Photographic Analysis (1942) e Male and Female (1949). Publicou também, uma autobiografia (1972) e foi eleita presidenta da Associação Americana para o Progresso da Ciência (1973). Morreu em New York.

Frases para depois da dica de leitura

"Quando estudamos as sociedades mais simples, não podem deixar de nos impressionar as muitas maneiras como o homem tomou umas poucas sugestões e as traçou em belas e imaginosas texturas sociais que denominamos civilizações. Seu ambiente natural muniu-o de alguns constrastes e periodicidades notáveis: o dia e a noite, a mudança das estações, o incansável crescer e minguar da lua, a desova dos peixes e as épocas de migração dos animais e pássaros. Sua própria natureza física forneceu-lhe outros pontos importantes: idade e sexo, ritmo de nascimento, maturação e velhice e a estrutura do parentesco consanguíneo. Diferenças entre um e outro animal, entre um e outro indivíduo, diferenças em ferocidade ou em mansidão, em coragem ou em esperteza, em riqueza de imaginação ou em perseverante obtusidade - todas proporcionaram sugestões a partir das quais foi possível desenvolver as idéias de categoria e casta, de sacerdócios especiais, do artista e do oráculo." - Margaret Mead (do próprio livro citado acima)


"Um dos problemas da ciência é que ela nos adverte para certas coisas negativas e isso não é popular. Então os próprios cientistas e até os professores tentam evitar a reflexão oferecendo respostas simplistas, curtas e grosseiras." - Margaret Mead

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